Viver é como andar de bicicleta. É preciso estar em constante movimento para manter o equilíbrio.

Albert Einstein

domingo, 6 de setembro de 2009

Grande Volta

Hoje, mais um dia memorável. Eu, Vítor e Sr. António saímos de Caria por volta das 7 horas e 45 minutos para efectuar uma Grande Volta, que também foi uma volta grande em termos de quilometragem. Passámos por Capinha, Alcaide, Alpedrinha, onde parámos para tomar um óptimo e revigorante café, Soalheira, onde fui ameaçado que poderia servir para fazer coronhas de caçadeiras, São Fiel, tendo aqui sofrido mais uma ameaça de que ficaria internado nesta instituição, só não acontecendo esta vontade dos meus companheiros, pelo facto deste colégio estar desactivado (foi uma sorte). A seguir passámos por Louriçal do Campo, onde bebemos água no chafariz da Ditadura, tendo partido com uma vontade férrea em vencer o difícil obstáculo que se avizinhava, a mítica subida para o Casal da Serra. Com determinação, coragem e espírito de sofrimento pedalámos serra acima e superamos esta terrível parede que se interpunha no nosso caminho. Já no Casal da Serra, efectuámos mais uma paragem para reabastecer de água no magnífico chafariz que ali existe. A paragem foi curta, pois a volta era longa e o relógio não pára, seguindo para São Vicente da Beira, a seguir Vale D'Urso, onde efectuámos mais uma paragem para beber água no famoso chafariz desta localidade. Seguimos viagem para Souto da Casa, Fundão, onde tomámos mais um cafezinho, que fez muito bem ao Vítor, pois ficou com uma energia fora de série. A partir daqui foi sempre a pedalar, para ganhar o merecido duche e almoço. Foi, sem dúvida uma manhã magnífica e possivelmente a última da época com esta quilometragem, já que os dias começam a ser mais curtos, as manhãs mais frescas e não é possível sair muito cedo para os nossos passeios.
Fica agora a reportagem fotográfica, para recordar os bons momentos passados:
(Clique para aumentar)
Sr. António e Vítor a chegarem ao local de encontro em Caria, na Trincheira.



Louriçal do Campo, junto ao Chafariz da Ditadura, o que prova às nossas esposas que andámos por esta bandas.
O fotógrafo de ocasião é que não era grande coisa.




Senhor António a chegar ao alto, no Casal da Serra.




Diz ele:
- O Vítor vem já aí...



Eis que Vítor chega ao cume, no Casal da Serra.



Esta expressão revela bem a alegria em vencer mais um difícil obstáculo.



E esta...
- Uf, isto é mesmo puxado.




Sr. António e Vítor falam sobre a estratégia adoptada por cada um para realizar a subida, nomeadamente o carreto utilizado e a postura na bicicleta.




Sr. António a chegar ao ponto mais alto, que assinala a descida para São Vicente da Beira.




Agora a vez do Vítor.




Barragem do Pisco e paisagem circundante, observada na descida do Casal da Serra para São Vicente da Beira.



Do mesmo local, São Vicente da Beira lá ao fundo.




Barragem do Pisco, vista de São Vicente da Beira.




Os meus companheiros em São Vicente da Beira.




Sr. António e Vítor em pose fotográfica, no chafariz de Vale D'Urso.




Sr. António demonstrou aqui as suas qualidades como fotógrafo.




E agora o Vítor, que demonstrou capacidades para uma profissão alternativa.




Mas afinal quem é que necessitava de autocarro?
Estou convencido de que não eram as bicicletas.

sábado, 5 de setembro de 2009

Troca de bicicleta por cavalo


Pensei em trocar a bicicleta por um cavalo, mas quem fazia exercício era o cavalo e eu é que preciso de exercício.
Nada feito, é melhor continuar a pedalar na minha Scott, sempre é mais rápida, vou mais longe e mantenho-me em forma...

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Torre pela Covilhã

Por volta das 7 horas e 30 minutos, dei início a mais um passeio velocipédico. Tomei um cafezinho no Piela's e pedalei com a intenção de passar pela Covilhã, subir até às Penhas da Saúde, descer para Manteigas pelo Vale Glaciário, Sameiro, Vale de Amoreira, Verdelhos, Senhora do Carmo e Caria.
Contudo, após ter efectuado a subida até às Penhas da Saúde, senti-me muito bem fisicamente e achei que mais subida seria o ideal. Ora, estando neste local, a única hipótese de subida era até à Torre e assim fiz. Mais uma vez magnífico, nem se sente o cansaço.
A descida foi mesmo em ritmo de cicloturismo, com paragem em diversos miradouros para "arregalar" a vista com a paisagem paradísiaca da "nossa" Serra de Estrela e para tirar algumas fotografias.
Como último comentário, fica o registo da subida "durinha" até à passagem do Sanatório, mas nada que chegue à do Meimão.
Deixo algumas fotografias, que registam mais esta manhã:

Barragem das Penhas da Saúde.


Vista das Penhas da Saúde.
Na Torre, fotografia que ilustra a camada de nuvens que cobria o lado Norte.



A Sul não há nuvens.

A Este também havia bastantes.


E a Oeste havia algumas.



Cântaro Magro e a paisagem mais além.



Paisagem à direita do Cântaro Magro.



Fotografia tirada por um simpático senhor, que apareceu no local para admirar a soberba paisagem.


Mais uma vez eu a "estragar" a paisagem.


Lagoa e vale de Unhais da Serra.



Nave de Santo António e barragem das Penhas da Saúde.






Vale Glaciário.



Uma indígena da Serra da Estrela olhou para mim e depois...



...virou-me o rabo. Já não há respeito.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

"El Solitário"

Hoje, ainda antes das 7 horas e 30 minutos, parti rumo ao ponto mais alto de Portugal Continental, mais precisamente até à Torre. O percurso foi via Manteigas com subida pelo vale glaciário. Foi mais uma formidável manhã de cicloturismo.
O único senão, foi o frio que apanhei até Vale de Amoreira e depois na descida da Torre até à Nave de Santo António.
Ficam algumas fotas para documentar este passeio que realizei sozinho e daí o título "El Solitário".
Marco geodésico que assinala o ponto mais alto de Portugal Continental.





A torre com bastante movimento, pois é um dos locais de visita "obrigatória" na Serra de Estrela.



Uma das duas torres de radar, desactivadas já há bastante tempo.





Imagem do teleférico, que estava em movimento, embora sem viajantes.



E agora o protagonista da aventura.

domingo, 30 de agosto de 2009

Mais um dia de Serra de Estrela

A Serra de Estrela é realmente um paraíso para os cicloturistas. É dura e cansa, mas vale a pena, o ar puro que ali se respira e a beleza da paisagem são magníficos. Vale mesmo o esforço.
Assim, hoje, eu, o Vítor e o Sr. António decidimos realizar mais uma volta por esta serra. O ponto de reunião foram as bombas de combustível da variante de Belmonte, pelas 7 horas e 30 minutos, onde tomámos o cafezinho da praxe. Pedalámos para Manteigas, com a intenção de efectuar a subida até ao Centro de Limpeza de Neve, nas Penhas da Saúde. Como ainda era cedo, resolvemos subir um pouco mais, pelo que passámos o túnel da estrada de ligação a Seia e fizemos inversão de marcha. O regresso foi efectuado pela mesma estrada da ida, sentindo bem o intenso calor que se fez sentir que neste último Domingo de Agosto.
Ficam algumas fotos, que registam esta esplêndida manhã de cicloturismo:
Vítor e Sr. António, já próximos do Viveiro das Trutas de Manteigas.
Paragem obrigatória na Fonte Paulo Martins. Vítor apanha água que sai do frigorífico e o Sr. António apanha-a da bica que sai da arca congeladora. Esta é invenção do Vítor.


Ainda junto à fonte Paulo Martins, eu e o Sr. António.
No mesmo local, o Vítor e o Sr. António.



Eu e o Sr. António junto ao túnel.



Vítor e Sr. António, no miradouro que fica um pouco abaixo do túnel.


E agora, no mesmo miradouro "Os Três Ases dos Pedais".

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Até Vale do Rossim

Hoje, pelas 7 horas e 30 minutos, eu e o Pedro Trindade, realizámos um passeio velocipédico ao Vale do Rossim.
Para o Pedro foi a primeira vez e ficou encantado com esta magnífica subida, nomeadamente pela paisagem deslumbrante que se pode observar.
Ficam algumas fotos que registam esta agradável manhã:
Pedro, na paragem que efectuámos em Manteigas.
Agora eu, para a fotografia.


Já próximo da estalagem de São Lourenço, paragem para beber água muito, muito fresca. Uma maravilha...

Recebemos a visita de dois belos exemplares de Cão da Serra. Muito mansos e amistosos.
Gostou das festas.
Esplanada do bar da barragem de Vale do Rossim, onde tomámos um cafezinho.
Pedro à conversa com o amigo que fez o favor de nos tirar a fotografia anterior.

O espelho de água da barragem de Vale do Rossim.


Manteigas e o Vale Glaciário, vistos do miradouro da estalagem de São Lourenço.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Exercício físico e saúde cardiovascular


A chave do sucesso
Recomendações da: Associação Americana de Cardiologia e da Fundação Portuguesa de Cardiologia

Actividade física no quotidiano

Na sua actividade quotidiana, a maioria das pessoas não faz exercício que se possa considerar de valor para a saúde.
É indispensável praticar exercício vigoroso regularmente, de tipo aeróbico (como: marcha apressada, natação, corrida, saltar à corda, dançar).


Alguns mitos acerca do exercício
. O exercício causa cansaço
. O exercício tira muito tempo
. Todos os exercícios dão benefício idêntico
. Com idade mais avançada, é necessário menos exercício
. Necessidade de ter tendência atlética.


Para beneficiar coração e pulmões a actividade física deve ser:
. RÁPIDA
. MANTIDA
. REGULAR
Nem todos os desportos condicionam o coração.


Quem deve consultar o médico antes de começar o programa de exercício

Portadores de doença cardíaca suspeita ou já diagnosticada.
Hipertensos.
Diabéticos.
História Familiar de Doença Cardíaca.
Homens com mais de 45 anos e mulheres de 50 anos, não habituados a exercício vigoroso.
Todos os doentes que tiveram enfarte do miocárdio - programas especiais de reabilitação.

A chave do sucesso
Escolher uma actividade de que goste e possa praticar.
Para as pessoas inactivas começar com marcha ou natação.
Aumentar gradualmente (meses) a intensidade do exercício.
Para condicionar o coração e pulmões são preferíveis a corrida, saltar à corda, remar, corrida parada e ciclismo estacionário. Também são úteis o ciclismo, basquetebol, o futebol, o ténis e a marcha.
Ajuda fazer exercício em companhia em casa também se pode fazer bom exercício de preferência de manhã.


A intensidade do exercício
A frequência do pulso é bom guia.
Acima de 75 % da frequência máxima pode ser excessivo, para quem não está treinado.
Abaixo de 60 % dá pouco condicionamento ao coração e pulmões.
A frequência boa está entre os 60 e os 75 % (zona alvo).
A frequência máxima depende da idade (220 menos a idade).
Medir o pulso ao treinar o exercício, periodicamente.

Frequência e duração do exercício físico
. Mínimo: Três vezes por semana.
. Duração: Em média, 20 a 30 minutos. . Aquecimento: 5 minutos.
. Arrefecimento: 5 minutos.

Mais actividade durante o dia
Evitar usar elevadores.
Deixar o carro longe.
Descer do autocarro algumas paragens antes do destino.
Levantar-se de vez em quando (por exemplo para atender o telefone).
O coração bem condicionado pulsa 36.000 vezes menos por dia, do que o do indivíduo não treinado.
É mais importante exercitar-se durante mais tempo, ou cobrir uma distância maior do que a maior velocidade ou a força com que o pratica.

Precauções apropriadas, conforme as condições climatéricas, as refeições e outras
Dias quentes e húmidos. Dias frios.
Não fazer exercício vigoroso antes de duas horas de uma refeição e depois do exercício aguardar 20 minutos antes de comer.
Sapatos apropriados e confortáveis.
Terreno

Relação riscos/benefícios do exercício

Benefícios
Mais energia.
Maior resistência geral. Funcionamento mais eficiente e económico do coração e pulmões.
Perda de peso.
Redução do risco de ataque cardíaco.

RISCOS POTENCIAIS
Lesões dos músculos e das articulações.
Isolação.
Agravamento de problemas cardíacos pré-existentes.

Benefícios do exercício físico regular

A - Sentir-se melhor
. Mais enérgico
. Melhor auto-imagem
. Aumento da resistência à fadiga
. Diminuição da ansiedade e depressão
. Maior relaxamento e menor tensão
. Facilita o convívio

B - Melhor aspecto
. Tonificação dos músculos
. Maior desgaste de calorias, ajudando a manter o peso ideal, ou a alcançá-lo
. Controle do apetite

C - Melhor realização (condicionamento)
. Mais produtividade no trabalho
. Maior capacidade para o trabalho físico
. Aumento da força muscular
. Melhor funcionamento do coração e pulmões

Tabela de frequência cardíaca

Idade ......Freq. cardíaca 60 a 75%.....Freq. cardíaca máx. 100%

20 anos................120-150/min.....................200/min

25 anos................117-146/min......................195/min

30 anos................114-142/min.....................190/min

35 anos................111-138/min......................185/min

40 anos................108-135/min.....................180/min

45 anos.................105-131/min.....................175/min

50 anos.................102-127/min.....................170/min

55 anos...................99-123/min......................165/min

60 anos...................96-120/min......................160/min

65 anos....................93-116/min......................155/min

70 anos....................90-113/min......................150/min


Retirado do site da Fundação Portuguesa de Cardiologia

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Volta de relaxamento

Hoje, pelas 8 horas realizei uma volta que totalizou 66,2 Km. Passei por Maçainhas com intenção de verificar como ficou a estrada de ligação Olas-Inguias. Bem, sem grandes comentários, penso que aqui se aplica bem a expressão "lavar a cara com água suja". Seguidamente passei por Inguias, Casteleiro, Terreiro das Bruxas e parei no Vale da Senhora da Póvoa, onde bebi um pouco de água, que corre livremente num chafariz à entrada desta localidade. O bom piso, o pouco desnível e a temperatura agradável ajudaram a que rapidamente estivesse na Meimoa, virando para Benquerença em direcção a Caria, com passagem em Escarigo e Monte do Bispo.

O chafariz de que falei.


É sempre bom encontrar um chafariz com água fresca.
A minha Scott.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Baptismo

No Domingo, eu, Vítor, Sr. António, Pedro e Tiago, partimos de Caria às 7 horas e 20 minutos, subimos à Senhora do Carmo e alto de São Gião. De notar que esta subida foi a primeira vez para o Vítor, Pedro e Tiago, daí o nome que dei as este post "Baptismo". Por precaução, não fosse alguem sucumbir na subida, levei uma corda, que felizmente não foi necessária, pois todos se portaram como grandes trepadores. Efectuámos uma paragem em Verdelhos para tomar um café, rumando seguidamente para Vale de Amoreira, onde nos cruzámos com o nosso amigo Fernando de Caria, que anda à procura da forma e performance que perdeu, mas que certamente irá reencontrar com algum treino. Rolamos a bom ritmo até Valhelhas, efectuando a subida até Vale de Estrela, tendo alterado o percurso inicialmente programado para fazer a descida do Seixo Amarelo. Tal facto deveu-se ao incêndio que tinha lavrado na noite anterior e que poderia ter deixado a estrada em más condições de circulação. Nesta subida expliquei aos nossos jovens acompanhantes, Pedro e Tiago, como se lança a corda para puxar ciclistas em dificuldades nas subidas, o que pode ser muito útil e evitar telefonar para a assistência em viagem. Em Vale de Estrela efectuámos reabastecimento de água e gelo, pois havia necessidade de refrigerar os "radiadores" que tinham aquecido demasiado durante a subida. Daqui até Santa Cruz foi num ápice, apresentando-se a agradável descida até ao cruzamento da Vela, que permitiu algum relaxamente e recuperar energias. Efectuámos uma última paragem no Bar das bombas de combustível da variante de Belmonte, para refrescar e efectuar as devidas despedidas entre os companheiros desta agradável manhã velocipédica.

O porquê do Blog Ases dos Pedais

Blog criado em 24 de Agosto de 2009, por sugestão de companheiros amantes do cicloturismo de estrada, com o intuito de divulgar e recordar as nossas "voltas" e fomentar a divulgação deste salutar desporto de fortalecimento do corpo, do espírito e do companheirismo.